Arquitetura sinestésica: interiores projetados para provocar sensações

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A arquitetura sinestésica aprimora a experiência dos ocupantes em ambientes construídos a partir de sensações que tornam sua permanência nos imóveis melhor e mais proveitosa. Confira a seguir como o conceito de sinestesia é estimulado em interiores.

O conceito de sinestesia

O cérebro humano tem a capacidade de relacionar mais de uma sensação e de um sentido a partir um único estímulo. Essa associação de sensações distintas geradas por uma mesma fonte é conhecida como sinestesia, uma das formas como o cérebro lida simultaneamente com vários sentidos.

É o caso, por exemplo, de quando um som específico remete a um cheiro, estimulando tanto o olfato quanto a audição. Ou de quando o cérebro associa o sabor de um alimento à consistência de algo material, interligando tato e paladar. Nos chamados episódios sinestésicos, o cérebro humano tende a reproduzir estímulos e lembranças de forma bem vívida, conferindo às sensações uma realidade quase que palpável.

Apesar de se manifestar em cada indivíduo de modo particular e subjetivo, a sinestesia é um campo com alto potencial a ser explorado na arquitetura visando gerar percepções e sensações únicas nos ocupantes dos imóveis. Quando aplicada aos interiores, a arquitetura sinestésica estimula os sentidos e aprimora a conexão e a interação humana com os ambientes.

Interação humana com os ambientes

Leia mais sobre estímulos e influências dos espaços físicos no cérebro humano

Arquitetura sinestésica

Desde que começou a passar por diferentes ressignificações, o lar deixou de ser visto por projetistas e ocupantes como apenas um local físico de repouso e privacidade e recebeu um novo olhar: um lugar capaz de proporcionar inúmeras possibilidades, sensações e vivências. Um espaço onde é possível estabelecer uma relação de equilíbrio, bem-estar, conexão e pertencimento.

Nesse sentido, designers e projetistas têm priorizado cada vez mais a interação humana com os ambientes construídos. O objetivo é criar espaços que possam de fato ser vivenciados através dos cinco sentidos, tornando a experiência dos ocupantes a melhor possível.

Para estimular os sentidos e proporcionar emoções positivas, a arquitetura sinestésica se desenvolve a partir de diversos elementos – cores, texturas, revestimentos ou objetos. Juntos, eles criam uma composição que busca transformar a experiência do ocupante acolhendo e criando uma conexão com o espaço.

Sinestesia aplicada

Arquitetura sinestésica nos imóveis da Construtora JN

Uma das estratégias que geram sensações positivas é a escolha dos revestimentos. Alternativas como o mármore branco, por exemplo, levam uma atmosfera refrescante aos interiores, ao passo que a madeira, quente e acolhedora, remete ao calor e à sensação de aconchego.

Os elementos visuais são utilizados de modo estratégico, baseando-se em conceitos como o de semelhança. Independentemente de estarem próximos ou distantes entre si, objetos com estética semelhante tendem a ser visualmente agrupados. Esse efeito cria uma sensação de unidade, que pode ser estimulada por uma cor ou forma em comum, por exemplo.

Já diante da lei da continuidade, o cérebro humano consegue decifrar com maior facilidade o código visual de uma imagem a partir de um padrão. Para os ocupantes de um ambiente, esse tipo de estímulo visual é capaz de gerar uma perspectiva de harmonia e proporcionalidade.

O toque é um fator fundamental na criação de sensações agradáveis, e na arquitetura sinestésica ele é estimulado de inúmeras formas. Texturas como a da seda, a da lã, a do algodão e a do linho estimulam o toque gerando sentimentos de conforto e aconchego, por meio da maciez.

Estímulos sonoros, por sua vez, podem ser incentivados pela inclusão de elementos naturais como a água corrente. Por exemplo, cascatas ou espelhos-d’água oferecem um som altamente relaxante. Já o fogo, forte estimulante dos sentidos, pode ser estar presente em lareiras – que, além do conforto térmico, trazem um som associado ao acolhimento e ao relaxamento.

Com suas aplicações, a arquitetura sinestésica aprofunda a interação dos ocupantes com os espaços, desperta neles emoções como as de aconchego e pertencimento e, acima de tudo, cria experiências completas nos ambientes projetados.

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Fonte: Archtrends, Incepa e Lugar Certo

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