Arquitetura regenerativa: estratégias para restaurar o meio ambiente

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Ao passo que os grandes centros urbanos se desenvolvem, a atividade humana segue impactando o meio ambiente e gerando preocupantes efeitos no planeta. Em contraposição a esse cenário, movimentos como a arquitetura regenerativa propõem importantes métodos de reversão dos danos provocados. Confira mais detalhes a seguir!

Arquitetura regenerativa aliada ao design

Os crescentes impactos ambientais minimizam as possibilidades de os ecossistemas se regenerarem de forma autônoma. Tal cenário chama a atenção para uma abordagem necessária, para além da adoção de métodos preventivos: a restauração. É nesse contexto que ganham relevância a arquitetura e o design regenerativos.

Baseada em processos da natureza, essas abordagens propõem a projeção de edifícios em uma perspectiva regenerativa, na qual materiais de construção, fontes de energia e habitats naturais podem ser restaurados nas condições ideais, recorrendo à capacidade regenerativa da própria natureza.

Com o conceito de possibilitar novo equilíbrio entre o meio ambiente e o humano, a arquitetura regenerativa leva em consideração todo o ciclo da construção, desde a criação do projeto e da extração de recursos até a execução da obra e o descarte de resíduos. Diversos procedimentos fazem parte da abordagem regenerativa e são necessários nela – por exemplo, o uso de materiais biodegradáveis e energias renováveis.

Confira as vantagens do uso da energia solar nos empreendimentos

Arquitetura regenerativa na prática

Manutenção da biodiversidade

Para promover a manutenção da biodiversidade, cidades e construções comprometidas com a abordagem regenerativa recorrem a estratégias como a implantação de jardins e áreas verdes em centros urbanos, método que fortalece a presença de espécies nativas. Por meio desses ambientes, atrai-se a fauna de volta aos espaços que antes eram habitats naturais, iniciando, assim, o reestabelecimento do equilíbrio dos ecossistemas.

Tal recuperação beneficia não só a natureza como também os meios urbanos em si. Foi o que demonstrou o projeto de demolição de uma rodovia em Seul, capital da Coreia do Sul. A estrutura cobria 6 km do riacho Cheonggyecheon, e após sua remoção observou-se o aumento da biodiversidade local em seis vezes, a diminuição da temperatura na região em aproximadamente 6 °C, a queda da poluição atmosférica em mais de um terço e a redução do efeito ‘ilha de calor’ na cidade.

Materiais renováveis

Arquitetura regenerativa aliada ao design

Um projeto arquitetônico com métodos diferenciados de arquitetura regenerativa é o santuário Ise Jingu, construção situada no Japão que faz parte de um ritual de mais de 1.300 anos. A cada 20 anos, o projeto é parcialmente reconstruído com madeira nova, mantendo as estruturas e as dimensões de sempre. A matéria-prima renovada provém de árvores estrategicamente plantadas há 100 anos para esta finalidade, cultivo que se repete a cada século.

Materiais como o bambu mostram-se altamente vantajosos em projetos da arquitetura regenerativa, visto que, além de renovável, ele possui rápido crescimento e contribui para diminuir a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), dado seu alto potencial de sequestro de carbono.

Biomimética

No que diz respeito ao design dos projetos regenerativos, uma das principais modalidades é a biomimética. Ela se baseia nos processos da natureza para trazer soluções às problemáticas ambientais, como estratégias naturais de resfriamento inspiradas nas técnicas utilizadas por espécies naturais para manter o conforto térmico.

Materiais a 0 km

Projeto com arquitetura regenerativa

A arquitetura regenerativa também abrange abordagens como o conceito Materiais a 0 km. Além de resultar em uma significativa queda na emissão de carbono, esse método fomenta a aquisição de matéria-prima local que possa ser retornada à natureza ao fim de sua vida útil, preservando as paisagens naturais e beneficiando o desenvolvimento socioambiental.

A importância das construções sustentáveis

As construções sustentáveis desempenham um papel fundamental na tarefa de reparação de danos e restauração de ecossistemas naturais. Alinhados a movimentos que priorizam o planeta e as gerações futuras, empreendimentos como o A.I.R. Cabral e o Casa Batel atendem a compromissos ambientais em todas as etapas de seus projetos.

Ambos os residenciais serão certificados pelo consagrado selo GBC Condomínio (níveis Certified e Platinum), que atua no setor da construção civil como uma importante ferramenta de fomento às construções sustentáveis.

Esses empreendimentos da Construtora JN se comprometem com aspectos como a manutenção da biodiversidade, a priorização de fornecedores locais (o que reduz deslocamentos e, consequentemente, a emissão de poluentes) e a seleção criteriosa de materiais – que prioriza recursos de menor impacto e com maior desempenho ambiental, como a madeira certificada.

No Casa Batel, por exemplo, este último item se fará presente em espécies nativas e regionais que irão integrar seu projeto paisagístico, atraindo pássaros e compondo a estética natural do imóvel, tudo em harmonia com a região arborizada em que ele está inserido.

Dessa forma, empreendimentos como o A.I.R. Cabral e o Casa Batel contribuem não só para a redução de impactos ambientais como também ajudam a manter uma convivência harmônica entre os ambientes naturais e os construídos.

Leia mais: Conceito e aplicações das construções ecoeficientes

Fonte: GBC Brasil, ArchDaily, Archtrends e Revista FAAP

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